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9 em cada 10 mortes por afogamento ocorrem por correntes de retorno, alerta Corpo de Bombeiros
Publicado em 15/01/2026 05:00 • Atualizado 15/01/2026 07:07
GERAL
O Corpo de Bombeiros realiza monitoramento preventivo das áreas de risco da praia. Foto: Divulgação/Governo de SP

Órgão reforça importância de respeitar placas, evitar álcool e seguir orientações dos guarda-vidas para curtir a praia com segurança.

Levantamento do Corpo de Bombeiros indica que nove em cada dez mortes por afogamento acontecem em áreas de corrente de retorno. Os bombeiros reforçam a importância (358) de respeitar a sinalização e as orientações dos guarda-vidas para evitar esses trechos de refluxo de ondas.

Durante o verão, a população do litoral pode crescer até 4,5 vezes, o que aumenta também o número de salvamentos.

O Corpo de Bombeiros realiza monitoramento preventivo das áreas de risco da praia, sinalizando locais com condições perigosas do mar, como correntes de retorno e buracos. É justamente nesses pontos que acontecem a maioria dos óbitos por afogamento.

A corrente de retorno é considerada um dos maiores riscos aos banhistas. Elas são trechos do mar que puxam a pessoa para o fundo, causando, assim, boa parte dos casos de afogamento. Os locais com corrente de retorno estão indicados pelas placas colocadas na areia.

 

Escolha praias com guarda-vidas e respeite a sinalização

O Coronel Valdecir Nascimento orienta que o banhista busque, logo ao chegar na praia, um guarda-vidas: “Ele é a pessoa mais apropriada para orientar qualquer banhista sobre onde é mais seguro ficar para o banho com a família e com as crianças.”

O Corpo de Bombeiros disponibiliza em seu site uma plataforma para consulta das praias que têm a presença de guarda-vidas. Veja aqui o levantamento.

 

Álcool, objetos flutuantes e correntes de retorno

Outro ponto de atenção é o consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar no mar. De acordo com a porta-voz do Corpo de Bombeiros, o álcool reduz a percepção de risco e leva as pessoas a assumir comportamentos perigosos.

“A bebida faz com que a pessoa perca a noção da realidade, fique mais corajosa e aceite desafios que podem colocar a própria vida em risco. Por isso, a orientação é evitar o consumo de bebida alcoólica antes de entrar na água”, afirma Capitão Karoline, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

O Corpo de Bombeiros também desaconselha o uso de objetos flutuantes, como boias e colchões infláveis. Esses itens transmitem uma (468) falsa sensação de segurança e podem ser facilmente levados pelas correntes.

Dados da corporação indicam que cerca de um terço das mortes por afogamento começa com o uso desses objetos, quando a pessoa perde o controle ou é arrastada para áreas mais profundas.

 

Regra simples pode ajudar a prevenir afogamentos

Como orientação prática, o Corpo de Bombeiros reforça uma regra conhecida e eficaz: “Água no umbigo, sinal de perigo.”

Em caso de dúvida, a recomendação é sair da água e procurar um guarda-vidas.

 

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